Eu sei que
cara você tá fazendo. “Lanterna Verde?”
Pois pode ir parando.
Se serve de
consolo, a primeira vez que ouvi falar de Green Lantern: The Animated Series,
eu também torci o nariz. Primeiro porque “Lanterna Verde?”, e segundo porque “CGI?”.
Fiquei ignorando, mesmo que várias pessoas “de respeito” que eu sigo no Tumblr postassem
sobre GLTAS constantemente. Até que um dia eu dei o braço a torcer — e olha que
nem foi tanto por causa da série em si, mas sim porque aquele mesmo pessoal do Tumblr
vivia tendo espasmos por causa de um OTP. E como colecionar OTPs é comigo
mesmo, lá fui eu atrás da série. Eram só 13 episódios. Já era de madrugada e eu
deveria ir dormir, mas, ah, eu ia
assistir a só alguns minutinhos e deixava o resto para a manhã seguinte. Eu provavelmente
nem ia gostar mesmo, afinal nunca fui grande fã do Lanterna Verde e muito menos
de CGI.
Acabei vendo o primeiro episódio inteiro, emendei no segundo e, quando tentava
convencer a mim mesma de que conseguiria assistir a mais um episódio de quase meia hora em apenas 10 minutos, percebi que já eram umas três da manhã e que
PORRA, EU DEVERIA IR DORMIR.
Enfim,
deu para entender que GLTAS superou minhas expectativas, para uma série a qual eu não
dava nada.
Deixemos claro
que eu nunca li nenhuma HQ do Lanterna Verde, então eu não sabia nada a respeito desse universo, além do
fato de que ele tinha um anel todo fodão. Na verdade, meus únicos conhecimentos
a respeito do assunto provinham da Liga
da Justiça; tanto que eu achava que o LV era um herói único, como o Batman ou
o Super-Homem, e não que era um cara que fazia parte de uma corporação. Não só isso, como também fiquei
super chocada quando descobri que o Lanterna Verde do filme live-action de 2011 seria interpretado pelo
Ryan Reynolds, sendo que COMO ASSIM, NA LIGA DA JUSTIÇA ELE É NEGRO! WHITE WASHING!!!!111!!
Pois é. A
título de informação, portanto:
LV negro = John
Stewart
LV do Ryan
Reynolds = Hal Jordan
Enfim, não
vi o filme e pelo que ouço dizer ele nem é bom, então nos foquemos em GLTAS. A
primeira temporada é constituída por 26 episódios divididos em dois arcos de
13 episódios cada, dos quais os 13 primeiros já foram ao ar. Green
Lantern: The Animated Series é um desenho animado da DC Comics que acompanha
as aventuras de Hal Jordan e seu companheiro
Kilowog lutando contra os Lanternas
Vermelhas liderados pelo vilão Atrocitus.
Ok, agora
você já se situou. Então o que tem de legal nessa série, afinal?
Comecemos
pelo CGI. Como eu já disse, não sou muito fã de GCI. Ainda mais em séries de
TV, em que a qualidade é bem inferior a filmes como da Pixar e da Dreamworks,
por questões de tempo e principalmente verba. Mas o CGI de GLTAS é simples de
um jeito clean e de qualidade. Tanto que eu logo me acostumei com o estilo diferente de animação e parei de
fazer cara feia para ele.
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Em cima: Razer, Hal Jordan, Kilowog. Em baixo: diva Aya |
Em segundo
lugar, a escrita. WHOA. Eu comecei a
assistir à série na mesma época em que os episódios da primeira temporada de The Legend of Korra estavam saindo, e vocês
sabem o tamanho da decepção que eu tive com essa série. (O que é irônico,
considerando o quão alto as minhas expectativas para ela estavam, e o quão
inexistentes as de GLTAS estavam.) Enquanto LOK teve uma escrita horrível
dolorosa saia deste corpo que não te pertence inconsistente, GLTAS
consegue fazer episódios redondinhos, que fecham direito com o final do arco,
aliados a bom desenvolvimento dos personagens. E isso considerando que o Hal Jordan e o Kilowog
nem podem fugir muito do canon das HQs.
BUT WAIT! Não são só os personagens das
HQs que fazem parte da série. GLTAS também tem seus próprios personagens
originais: meus lindos divos perfeitos AHSIOUDYGASIDG Razer e Aya! (Também conhecidos como Zuko Sad Angry Zebra Bunny
& A Inteligência Artificial da Nave.) E tudo o que o LOK conseguiu errar em sua série, GLTAS acertou. TANTO QUE
POSSUI UM ROMANCE TOTALMENTE CRÍVEL
ENTRE UM ALIENÍGENA RAIVOSO E UMA I.A. WHOA
COM LICENÇA
E o legal de
o Razer e a Aya serem personagens originais da série é que eles têm liberdade
muito maior de desenvolvimento que o Hal Jordan e o Kilowog. Só nesses 13
primeiros episódios eles já sofreram uma evolução tremenda, e tudo muito bem
conduzido pelo enredo. (Você acha que essa série não te dá feels? Ha ha. Haha. HAHAHAHA.)
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| #SEXUAL TENSION |
Ah, e vale
mencionar que um dos produtores da série é o Giancarlo Volpe, diretor premiado de alguns episódios de Avatar:
The Last Airbender, e uma pessoa muito awesome. Ele fica bem próximo dos fãs através de seu Tumblr ou Twitter. O Giancarlo é tão awesome que uma vez eu tweetei sobre
estar chocada em descobrir que a Grey DeLisle, dubladora da Azula e da Kya em Avatar, também dubla a Aya — sem mentions, hashtags ou o que fosse. E ele me tweetou de volta, falando em
português (tendo que se dar ao trabalho de traduzir pelo Google!) que estava
esperando as pessoas notarem isso. Aí, é claro, eu tive um breve espasmo mental
e mantive uma pequena conversa com ele e ele favoritou meus tweets e eu
ahskldgjasldafls.
Mas se eu
ainda não te convenci a ir atrás de GLTAS, assista à série por causa da trilha
sonora. Cara, eu fiquei realmente impressionada, porque é qualidade de cinema. Frederik Wiedmann acaba de entrar para a lista dos meus compositores queridinhos.
E saiba também que tipo uns 90% do fandom também não dava nada
para GLTAS e, quando começou a assistir, foi aquela coisa de “WHOA, O QUE É ISSO? ESSE TROÇO É... BOM?!” e acabou assistindo a tudo em um só dia.
Só uma dica.
Então aproveite que a série vai voltar do hiato neste dia 29 e corra atrás dela!